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    Poemas Vikings

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    Uncle Ork
    Elemental
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    Ficha do personagem
    Raça: Orc
    Classe: Clérigo

    Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Seg Ago 31, 2009 6:21 am

    O Aett de Freyr

    Fehu (Fé) - o Gado
    "A riqueza é consolo para todos,
    mas há de partilha-la aquele que espera lançar
    sua sorte para julgamento perante os deuses."
    Palavras chaves: dinheiro, sucesso, riqueza, fartura, fertilidade, prosperidade, abundância.
    Galdr de Fehu:
    "Fonte de fartura, feno e ferro fortes, santificados sejam os feitos da fé. Que floresça as favas da felicidade e fartura! Força de Frey e Freyja, flagelo aos flocos do frio frígido! Fervendo fórmulas, forjando efeitos, flertando fervor, fluindo com o fogo fátuo que fecunda as florestas formosas! Fênix fiandeira das feitiçarias, fruto fecundo, fita-me! Filho da flama feroz, forneça força e fertilidade! Falcão das fábulas, fênix feroz, efígie de fogo, forja-me felicidade e fartura! Fehu, Fehu, Fehu!"
    Está associada ao deus nórdico Freyr, e relativamente à Freyja por conseqüência. Frey é o deus fálico da paz e da abundância, bem como aquele que proporciona a fertilidade.
    A mensagem atrás da estrofe do poema está envolta da prosperidade e posse material, mas sem que a riqueza se torne um fardo. Combinada com outras runas, toda esta riqueza pode tomar outros significados, como riqueza espiritual, por exemplo. Ela fala de uma busca cuja jornada promete um tesouro. Todo esforço deverá ser bem recompensado.
    A runa libera a mente para trabalhos psíquicos, e pode servir como um canal para a transmutação de poderes e energias, ou ainda para atrair a fortuna.
    Uruz (Úr) - O Touro
    "O boi selvagemé destemido e de altos chifres,
    um feroz lutador que palmeia as charnecas."
    Palavras chaves: força, virilidade, mudança, rompimento, destemor, saúde, progresso, boa sorte.
    Galdr de Uruz:
    "Touro e urso, muro duro, urna de luz, expurgo de urzes do triunfo. Útero sufocante, sustenta a cura em meu mundo. Cultivas rudez ao vulcão, suntuosidade ao tufão, triunfo à subversão, fecunda as trufas da Última Thule. Fúria rubra que muda o urlog suplicante. Perfurador da cruz, suástica urticante. Alü, sumo dourado, suor asatru vanatru. Música que cura e muda. Surto que cura e muda. Touro furioso, subverta o mundo ao meu triunfo. Urur, Urur, Urur!"
    A mensagem subliminar desta estrofe fala da força bruta e selvagem que traz a virilidade do indivíduo. Esta virilidade dobra a vontade alheia, força acontecimentos e cura. Ela também significa engrandecimento espiritual e uma força que inspira e impulsiona o ser em sua jornada, e, portanto, simboliza a busca da iluminação pessoal com plenitude.
    O Chifre, na Velha Religião nórdica, simbolizava a energia vital, a sexualidade (cada extremidade trazia um sexo) e a força. Portanto, chifres são símbolos de regeneração e crescimento, física e espiritualmente. Em uma ponta o chifre é o útero e na outra é o pênis. Por fora, o chifre é o falo que está pronto para lançar o sêmen da vida que fertiliza a terra. Por dentro, é oco como a vagina que é o receptáculo da vida, cujo túnel vai até as entranhas do divino feminino.
    A runa fala também de mudanças forçadas, que exigem preparo para encarar a situação. Trata da manutenção da saúde física e mental.
    Thurisaz (Thurs) - O Espinho
    "Os espinhos são muito aguçados e podem ferir se
    agarrados por alguém que veio descansar no meio deles."
    Palavras chaves: proteção, boas novas, aviso, ferimento, resistência, contemplação, observação.
    Galdr de Thurisaz:
    "Trovão que atravessa o céu em direção à terra, proteja-nos e trabalhe em nossos intentos. Tranque os Thurses longes em tuas tempestades terríveis. Dilúvio que draga com tormenta. Tacape, martelo, tenaz e tocha, trabalhem em tempo por nossos tributos! Delega-me discernimento e temperança. Traga o talismã contra as trapaças dos Jöttun! Thurisar, Thurisar, Thurisar!"
    A estrofe fala das pequenas provações da vida, que precisam ser superadas pelo guerreiro. A picada de um espinho pode não se grava, mas quem cai num espinheiro pode ficar seriamente ferido. E, se não formos capazes de controlar as pequenas adversidades não conseguiremos o autoconhecimento e progresso.
    A runa está associada a Thor, deus do trovão. Ele é o inimigo dos gigantes. Traz proteção contra os inimigos. Aviso contra os maus presságios. Fornece a força para resistir contra as provações que chegam.
    Ela fala também de um momento de contemplação, de observação, pedindo paciência para agir, adiando planos.O espinho que fere o inimigo, e incomoda a nossa jornada, também é o mesmo que protege a planta contra o predador.
    Ansuz (Áss) - A Palavra
    "A boca é a origem de todo discurso,
    Contém sabedoria, traz conforto
    Ao saio e abençoa a todos."
    Palavras chaves: sabedoria, eloqüência, oratória, inteligência, inspiração, conselho, herança, comunicação, revelação.
    Galdr de Ansuz:
    "Auspícios e sabedoria traga-me. Mãe da inspiração e da inteligência. Que assim a visão venha a mim! Clara e alva como a água divina, fugaz como o ar! Habilidosa como a espada que dança! Palavra que força a vontade! Algoz altíssimo, cuja boca é desperta, traga eloqüência e prazer! Que a palavra seja a vida e a fúria, que a inteligência fale por nossas almas! Comunicação com Aesgard e com toda Yggdrasil, seja feita! Assim, seja! Ansur, Ansur, Ansur!"
    A runa está associada com Odin, como o mestre do conhecimento. Ela fala sobre os poderes da comunicação e da palavra, de como falar suavemente. Associa-se às canções sagradas, à poesia, ao Galdr, aos encantamentos mágicos, à clarividência, inspiração divina, êxtase. Em magia ela é o poder de sugestão através do verbo, e a facilitadora da inspiração mágica.
    Raido (Reid) - O Carro
    "Montar um cavalo, para um herói,
    Na sala é fácil.
    Mais difícil é montar um
    Grande cavalo percorrendo as milhas dos caminhos."
    Palavras Chaves: viagem, visita, notícias, segurança nas jornadas, sucesso em empreitadas, vitória em trajetos.
    Galdr de Raido:
    "Rota furtiva, carro da vitória. Razão do despertar. Triunfo dos Aesir, carro dos Vanir. As rodas vorazes percorrem a terra e o mar, cortam o ar em direção ao interior do universo. Corre ao equilíbrio do ser, rasgando a relva das florestas alegres. O luar brilha sobre as rodas das carruagens daqueles seres que estão a viajar e reinam sobre as rotas. Nas terras da alegria e da fartura sou esperado com cerveja e carne. No lar de meus ancestrais já mortos eu retornarei como herói e assim me reúno como herdeiro das ricas tradições do norte! Carro solar proveja triunfo e harmonia nas estradas da terra! Raidu, Raidu, Raidu!"
    A estrofe fala de como ficar parado no lar falando da vida é infrutífero e que na realidade os valores são provados no mundo exterior, na ação. Uma jornada, uma viagem traz experiência, exige preparo e pode se concluir em recompensa.
    A runa fala da distância, de uma viagem, de uma jornada. Ela é uma runa positiva que desejará acima de tudo uma boa conclusão para qualquer trajeto, seja do indivíduo, seja do visitante, seja de uma mensagem.
    A runa também fala do equilíbrio de todas as coisas, e da necessidade de isto acontecer. Os excessos serão cortados, e as necessidades supridas.


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    Tio Ork Não perdoa!!!!



    “Minha gata é um beholder.
    Ela me olha sem parar.
    Se eu olhar para outra.
    Ela pode me desintegrar.

    Uncle Ork
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    Raça: Orc
    Classe: Clérigo

    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Seg Ago 31, 2009 6:21 am

    Kano (Kaun) - A Tocha
    "A tocha é a chama viva,
    Pálida e brilhante;
    Arde mais onde o povo nobre
    Está estabelecido."
    Palavras Chaves: fogo/chama/tocha/pira/vela, iluminação, guia, movimento, emoção, orientação, prestígio, renovação, transformação, afugentar coisas daninhas.
    Galdr de Kano:
    "Chama que queima, fogo que acalenta, tocha que aquece e cura. Clareza contra escuridão. Clareia os caminhos. Consolo que conforta os caminhos dos que correm com os cães, dos que cantam com os corvos, dos que curam com as cobras, escandesce com combustível as casas de escuridão e acalenta o coração dos escudeiros. Chama incandescente, cólera draconiana, cor cálida que nos conecta com o êxtase, dai-nos o cosmo que comanda a claridade. Dai-nos o foco que combate o escuro. Calota de fogo, guia-nos com claridade e calor! Kauna, Kauna, Kauna!"
    A tocha é aquele que ilumina o caminho do viajante e é o elemento que espanta os seres da escuridão. O fogo queima o que é velho e renova as energias. Ele destrói e também esquenta o lar. Nos mitos, o fogo é uma das energias gêmeas que sustentam os primórdios do universo, simbolizando a força criadora masculina que flui livremente, destruindo e renovando tudo em seu caminho.
    Na estrofe podemos observar uma menção ao povo nobre, que poderia ser os espiritualistas da antiga fé que ainda seguem a antiga senda, os despertos. Ou ainda, seriam os espíritos dos mortos, as Dísir, os elfos, os ancestrais.
    Gebo (Gjöf) - O Presente
    "Um presente aos outros é ornamento
    Que exibe riqueza, e para todo paria
    Que nada tem é substância e honra."
    Palavras chaves: presente, oferenda, oferta, sacrifício, união, aliança, anseio correspondido, consolidação de acordos, auto-sacrifício, compensação.
    Galdr de Gebo:
    "Um agrado gratificante para o galope dos guerreiros. Guerras e ganhos, negócios e farturas. Toda paixão pede gozo. Um amor pede agrado. O gado na grama, um gavião numa gaiola, uma águia com seu grito e um gnomo com seu agouro. Para o gamo uma galhada, para a gaita uma grinalda, e para uma grinalda a hierogamia. Para graxa e gordura uma forja grisalha. Um godo e sua guilda, uma guilda e sua guarda. Ao guerreiro sua guerra. Um agrário com seu grão. Um gatuno com garrote. Um grande gato grande agressivo há de agarrar com gula o gado fora da gambarra. Uma gamela e sua água, e água para um governante que tem fogo em si. Agonia para Angrboda e gozo para Gerdr. A garra garança fere como gume o guerreiro desprevinido. A união se agarra com agrado. Uma oferta para o gozo de um governante. Gebu, Gebu, Gebu!"
    A troca de presentes era um antigo protocolo nórdico. Exigia responsabilidade. Segundo o Hávamál, todo presente requer outro presente. Nesta troca, existe o elo, a união. Entre os antigos vikings, uma pessoa era considerada socialmente nobre pelo número de presentes que dava aos menos favorecidos. Na estrofe, observamos um eufemismo para os sacrifícios às divindades sedentas.
    Wunjo (Vin) - A Alegria
    "A alegria é para aquele que conhece pouca aflição;
    Sem aflição eles terão progressos
    E bênçãos."
    Palavras-chaves: alegria, felicidade, paz, melhoramento, esperança.
    Galdr de Wunjo:
    "Valentia que subverte o vazio em valores criativos, venha. Vorme que devora os vultos sem-vidas, venha. Que venha o vento valioso da alegria vívida. Toda viagem virará valsa, todo vento veloz velejará à vitória! O verbo e a palavra trazem a vitória do indivíduo! O valente viaja rumo à vitória! Verão vence inverno! Uma virgem tem o ventre da vitória! Veneramos o veado que viaja entre as árvores verdes cujo veículo é a relva vivaz que inspira a vida! Que a chave da vitória venha! Wassail Aesir ók Wanir! Wunju, Wunju, Wunju!"
    Na estrofe o ideal da alegria é mostrado como um sonho utópico (a sociedade viking era muito dura com os afarezes domésticos, agrários, pecuários e bélicos), e que se um dia fosse alcançado a sociedade seria plena e farta.
    A runa ensina que a felicidade precisa ser encarada e que tudo é uma questão de ponto de vista. Alegria deve ser a ausência da aflição. Desta maneira ela oferece uma esperança para qualquer jornada em seu final. Moralmente, exige-nos atitudes positivas ao encarar nossas buscas.
    O Aett de Hagal
    Hagalaz (Hagall) - O Granizo
    "O granizo é o mais branco dos grãos.
    Ele despenca do céu,
    Rodopia ao vento
    E torna-se água."
    Palavras chaves: impedimento, doença, sofrimento, rompimento, força externa prejudicial, precaução.
    Galdr de Hagalaz:
    "O Granizo que rompe com a razão se aproxima. Caos que reina o Hel e rasga a ordem da herança. Heimdallr, Hagal, Haegl, o Branco, deixa a terra fechar seus ciclos. Rasga a ordem do renascer e rompe com a realidade com hastes. Muralha e tormenta de frio. Retorno do caos. Carro da destruição. Haegal tranca a realidade no final das ruas! Hagalar, Hagalar, Hagalar!"
    Associada a Heimdallr, o Branco, o deus que guarda a ordem dos mundos. A runa fala de momentos desfavoráveis para agir no momento. Forças externas ao consulente atuam contra sua vontade, provocando dor, sofrimento, perdas.
    A runa rompe com a ordem natural das coisas, causando estragos. Ela atrai a força do granizo que cai destruindo a colheita, machucando as florestas, para somente no final tudo ficar brando. Por isso é momento de precaução, segurança e proteção.
    Nauthiz (Naud) - A Necessidade
    "A necessidade é constrangedora,
    mas muitas vezes pode ser uma ajuda,
    se atendida a tempo."
    Palavras chaves: necessidade, precaução, cautela, perigo, elo, dependência, constrangimento, precisão e compulsão.
    Galdr de Nauthiz:
    "Necessidades presentes se fazem! A necessidade nos envia rumo à inspiração - um caminho lento considera aprendizado. Apresenta-se constrangimento, doença, infortúnio, falência, angústia, tormenta, granizo. Minha vontade se manifesta sobre os sentimentos nos outros. Controlando o universo, desenvolvo a necessidade dos seres na minha longa existência renovada. Paciência em tenho e finalizo com um nó o presente intento! Naudir, Naudir, Naudir!"
    A estrofe adverte o leitor que certas atitudes pode ser auto-destrutivas e que precisamos estar atentos às nossas necessidades e oportunidades.
    A runa cria o elo de necessidade de uma coisa a outra. Faz surgir a dependência. Esta necessidade, que na maioria das vezes é prejudicial, torna uma coisa dependente de outra. Essa relação de dependência pode trazer angústia para o dependente.
    Por isso, a pessoa precisa estar atenta às oportunidades de sanar suas necessidades, ou o elo ficará cada vez mais forte.
    Em magia, a runa é usada para criar certos laços emocionais de dependências das pessoas com as coisas e assim, encantar o indivíduo. Em sigilos de bruxaria, a runa geralmente tende a ter um efeito lento e maligno.
    Isa (Íss) - O Gelo
    "O Gelo é frio e escorregadiço
    E cintila qual vidro, qual gema.
    O campo coberto de geada
    É belo de ver."
    Palavras Chaves: impedimento, barreira, obstáculo, desavença, paciência, frigidez.
    Galdr de Isa:
    "O inverno congela e libera o infortúnio sobre o capim. Paciência é necessidade. O ciclo se angustía com o frígido instante. Blasfêmia imersa contra na disciplina. O cisne cintilante na gaiola é impedido de voar. Uma prisão para dríades vís e ninfas infantís seria ideal, mas ilusória. Um circulo ígneo contra o Pai Altíssimo. Um clima frio e invernal contra a colheita. Dizimado fica o ídolo quando o inimigo conquista. Ileso sairá Loki de sua prisão um dia. Paciência ilumina-me contra delírios. Imunda é a imagem do ídolo que ilude. Um hino para o guerreiro em sua pira. Isar, Isar, Isar!"
    O Gelo é um obstáculo para um viajante, apesar de belo de se ver. Pode indicar uma dificuldade, solidão, atrair estes elementos. Pode soar como um aviso para se prevenir contra males vindouros, ou seja, oferece oportunidade de reclusão para uma turbulência maior.
    Jera (Ár) - A Colheita
    "O verão é uma alegria aos homens, quando o deus,
    o sagrado rei do paraíso, padece à terra para trazer frutos brilhando
    igualmente aos ricos e aos pobres."
    Palavras Chave: colheita, ciclos, justiça, recompensa, desfecho, gratificação, merecimento.
    Galdr de Jera:
    "Justiça por justiça. Geração de recompensa. Que hoje sejam julgados os merecimentos já cogitados. Que jamais haja mau desfecho. Cajado para um viajante. Juramentos para a junção do amor. Corujas para a noite. Jades e Jaspes para a dama. Janta para o faminto. Jaez para o arqueiro. Jangada ao jangadeiro. Refúgio ao injustiçado. Flagelo à megera. Uma rajada de luz na sombra . Arranjos de jasmim para um jardineiro. Um jarro de laranjas despejadas para o sedento. Que o javali seja sempre o merecido e que a colheita seja justa! Jara, Jara, Jara!"
    A colheita é o final dos ciclos e, portanto, o desfecho do trabalho árduo, a recompensa pelo merecimento. Ela representa a justiça e a força do merecimento da vitória por nossos esforços. Esta runa forçará o andamento da justiça e incitará o recebimento de um bom ou mau orlog para alguém dependendo de sua ação.


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    “Minha gata é um beholder.
    Ela me olha sem parar.
    Se eu olhar para outra.
    Ela pode me desintegrar.

    Uncle Ork
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    Raça: Orc
    Classe: Clérigo

    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Seg Ago 31, 2009 6:22 am

    Eihwaz (Yr) - O Tronco
    " A cerejeira é uma árvore de casca áspera,
    dura e firme na terra, suportada por suas raízes,
    uma guardiã da flama e uma alegria em cima de uma propriedade."
    Palavras Chaves: Obstáculos, defesa, reflexão, barreiras, impedimentos, cautela.
    Galdr de Eihwaz:
    "Barreira de gelo que degelará. Foice que ceifa a colheita. Colheita que crescerá. Elmo de invisibilidade. Medo e terror aos navegantes. Floresta densa e cheia de ilusão. Mar escuro e turbulento. Mentiras sorrateiras que enganam a mente. Beirante dos eixos do céu. Precaução e impedimento. Tempo e ilusão. Iwar, Iwar, Iwar!"
    Esta runa fala do obstáculo, da dificuldade. Mas não obstáculos definitivos, e sim àqueles que são transponíveis, o que, portanto, avisa de uma dificuldade, de uma barreira. Avisa que é momento de defesa contra perigos maiores, tempo de reflexão. Em magia, irá atrair dificuldades para uma situação, criar barreiras, impedimentos para algo acontecer ou ainda apenas adiar planos vindouros.
    Perth (Perd) - A Rocha
    "A pedra é uma fonte de recreação e de grande divertimento,
    Onde os guerreiros se sentam juntos no salão de banquete."
    Palavras Chaves: mistérios, verdades escondidas, novidades, presentes inesperados, mentira.
    Galdr de Perth:
    "Perdido pelas pedras, passou perto o Pai Protetor. Palavras perversas que persistem em esperar aparecer devem postar-se agora. Proteção contra mentira impura eu peço. Pelos portais do paraíso percorre o presente inesperado dos deuses aos paladinos. Presentes empalados aos impuros. Presentes púrpuras para os padecidos da verdade. Nada pode se esconder no poder da luz. Preces para que apareça a prosperidade e progresso em meu clã. Perguntas ao Paladino de Asgard eu rogo. Palavras eu suplico e imploro. Promessa da verdade apareça exposta para mim. Perthu, Perthu, Perthu!"
    A runa dos mistérios pode indicar tanto uma mentira quanto um presente, uma surpresa. Ela pode ter cunhos agradáveis e desagradáveis, dependendo de sua combinação. Ela pode prevenir contra a mentira e a ilusão. Pode exigir que uma verdade seja revelada ou ainda proteger contra mentiras e desgostos inesperados.
    Algiz - O Alce
    "O papiro pode ser encontrado em um pântano;
    cresce na água e faz uma ferida horrível,
    cobrindo de sangue cada guerreiro que toca nele."
    Palavras Chaves: verdade, conhecimento, sabedoria, poder, proteção, continuidade, sucesso.
    Galdr de Algiz:
    "Algoz da verdade. Que o giz escreva as palavras do conhecimento. Que a sabedoria impere sobre a casa da ilusão. Que o sucesso case com a verdade. Que o resultado de todo juízo continue conduzindo-me pela placidez. Gozo do poderoso, gozo do conhecedor, gozo das verdades, gozo do sucesso. Cuidadosos e Zelosos sejam os antigos espíritos postados diante de meu ser. Prezo pela luz, prezo pelo gozo, prezo pelo poder máximo. Algir, Algir, Algiz!"
    A runa de Odin fala do poder da palavra sobre a ignorância, pois ela porta a luz contra as sombras, a proteção contra as calamidades, reforça a força de outros atos, prega a verdade, prega a sabedoria, prega o conhecimento.
    Sowelo (Sól) - O Sol
    "O sol é sempre uma alegria nas esperanças dos marinheiros
    Quando frequentemente viajarem sobre o cardume dos peixes,
    até o curso das terras profundas dos ursos."
    Palavras Chaves: vitória, ajuda, auxílio, força, conquista, favorecimentos.
    Galdr de Sowelo:
    "Sunna, Carro do Escudo Dourado, que circula nossos céus, fugindo com o Sol de Skól, o terrível. Sunna, ilumine e abençoe nossas terras, lares e famílias. Traga auxílio para os pagãos em seus desesperos. Doe forças e conquistas, farturas e bênçãos. Esperanças e favores nós também solicitamos. E que no verão sejas próspera e abundante as nossas colheitas. Luz do sol que celebra a força e plenitude das conquistas dos suevos e daneses, venha! Sowilu, Sowilu, Sowilu!"
    O Sol representa a força e a vitória, a luz que ilumina na escuridão. Representa um favorecimento para uma questão, um auxílio, uma ajuda. Cheio de poder, beleza e força ele representa sempre uma conquista final, uma espada de fogo contra o inimigo.

    O Aett de Tyr
    Teiwaz - O Deus Tyr
    "Tyr é uma estrela guiando; que adequadamente mantém a promessa com os príncipes;
    Está sempre em seu curso sobre as névoas da noite e nunca falha."
    Palavras Chaves: Justiça, julgamento, honra, liderança, virtude, vitória, assuntos de cunho da lei.
    Galdr de Teiwaz:
    "Tribuna da justiça. Justo é aquele que com virtude batalha e traz a conquista da vitória. Honra para o tratador da lei. Vitorioso sai Tyr de suas batalhas. Dotado de bravura e virtude ele traz a temperança ao tempo. Pontualidade com a justiça o tempo peticiona. Um julgamento com vitória espreita o trabalhador justo. Tempestade contra a travessura. Temperança para o teutão. Tranqüilidade para uma tarde turva. Boa lã para o tear das tecelãs. E justiça com vitória para o trabalhador. Tiwar, Tiwar, Tiwar!"
    Esta é a runa da bravura e da honra, cujo poder está sobre os julgamentos. Com esta runa a justiça irá prevalecer e solicitará a vitória numa questão ora injustiçada. Ainda faz valer a coragem, honra e bravura em nossas ações que agora devem ser reparadas com recompensas. Favorece assuntos da lei. E ainda pode punir aqueles que agiram contra a justiça natural do homem.
    Berkana - A Bétula
    "O álamo não carrega nenhuma fruta; contudo, sem sementes traz adiante brotos,
    que para ele é gerado de suas folhas.
    Esplendidas e gloriosamente adornadas são suas folhas,
    E sua coroa elevada alcança os céus."
    Palavras Chaves: recuperação, renovação, renascimento, nascimento, cura, saúde, fecundidade.
    Galdr de Berkana:
    "Berço de bênçãos. Bebê de bravo casal. Boto da água bela. Broto de bétula. Bússula do buscador. Uma barriga abriga o fruto da renovação. Uma barba cresce no sábio. Uma bênção para o bom voltar da batalha. Uma bolha para embromar o feto. Bravura durante a batalha garante a vitória. O barulho das espadas é seguido pelo silêncio. Um barco no horizonte pode ser a promessa do baú de fartura. Bebida sempre traz o êxtase no final. E que o broto cresça, que a barriga se torna um bebê, e que o sábio sempre saiba como trazer o brilho da bondade. Berkana, Berkana, Berkana!"
    A gravidez é o período onde o feto cresce para se tornar finalmente a criança. Ela pode representar desde a gestação de uma mãe até a de um boto de flor. O poder que ela rege é o crescimento e a gestação das coisas. A runa oferece paz, feminilidade/fecunidade, renovação, conforto, cura, saúde, vida e preparação.
    Ehwaz - O Cavalo
    "O cavalo é uma alegria aos príncipes na presença dos guerreiros.
    Um orgulho constante de seus animais,
    Quando homens ricos sobre o dorso do cavalo reúnem palavras sobre ele;
    E é sempre uma fonte de conforto ao agitado."
    Palavras Chaves: lealdade, amizade, fidelidade, aliança, compromisso.
    Galdr de Ehwaz:
    "Espelhos com feiticeiras e espadas com guerreiros! Leal o jovem deve ser com seu mestre. Uma amizade selada deve ser prevalecida. Fidelidade entre os enamorados e lealdade entre o marido e sua esposa. Bem-afortunado está aquele que com ferro sela lealdade com os espíritos. Verdade exposta sempre deve estar. Que o cavalo e o cavaleiro derramem sempre beleza e coragem pelos belos campos. Até aos vorazes sem fé e aos traidores excomungados, Hel espreita em seu lar gelado. Salve o galope do eqüino sagrado, àquele com quem Frey cavalga com lealdade e beleza! Ehwar, Ehwar, Ehwar!"
    A runa que rege a lealdade entre os seres também rege os bons sentimentos de afinidade, e portanto também o amor. A runa pode tanto incitar amizade/amor, quanto punir uma falta de lealdade entre dois seres. Este poder também sela pactos e compromissos.
    Mannaz - O Homem
    "O homem alegre é querido por seus parentes;
    Ainda cada homem é julgado ao falhar com seu companheiro,
    Desde que o senhor por seu decreto cometerá uma destruição desprezível à terra."
    Palavras Chaves: intelecto, pensamento, humanidade, solidariedade, personalidade, individualidade, masculinidade, racionalidade.
    Galdr de Mannaz:
    "Manni, deus da lua, homem viril que emana poder e coragem, dá-nos o poder da masculinidade e racionalidade. Honrados sejam nossos pais e avos. O mestre e o bardo também, pois guardam o mistério da sabedoria que o poço de Mímir guarda. Hidromel da sabedoria, cerveja do conhecimento, tragam racionalidade e solidariedade. Força, guerra, razão, runas, personalidade, coragem, hospitalidade, laboriosidade, fartura. Elementos do homem venham. Que minha família e Clã estejam a salvo sempre. Mannar, Mannar, Mannar!"
    A runa do homem representa seu poder social e suas virtudes. Pode incitar o surgimento da masculinidade através da força da lua, assim como faz a runa Sowelu para as mulheres. A runa irá resguardar as virtudes e proteger a família. Ela reforça o poder de todos os atos realizados por um homem.
    Laguz - A Água
    "O oceano parece interminável aos homens,
    Quando arriscam aventurar-se no barco em mar encrespado
    E as ondas do mar estarrecem-nos
    E o curso da atenção intensa não é freado."
    Palavras Chaves: Passagem, água, limpeza, ilusão, perigo, fluir, mistificação, esconder algo, dar passagem para algo.
    Galdr de Laguz:
    "Luar de ilusão que limita a visão, saia. Que a água seja cristalina e limpa. Que o céu seja claro e límpido. Que o brilho do sol possa esclarecer até os longínquos lugares. Elementos da água: mar, sal, peixe, alga, âmbar, rede, barco, livrem-nos da terrível maré. Claridade e luz solicito contra a mentira. Que o perigo fique longe. Um novo portal deve abrir e eu logo passarei. E logo o luar trará luz para a noite e logo a água irá limpar a mulher suja com seu filho. E um belo recomeço surgirá. Lagur, Lagur, Lagur!"
    A água sempre foi um elemento poderoso e misterioso dentro do Troth. Ela pode representar algo que está escondido, uma ilusão, uma mentira, um perigo. Mas, também pode representar a limpidez, a clareza, a pureza, o fluir natural das coisas. Portanto, é uma runa perigosa se mal compreendida, e seus efeitos vão depender de suas intenções e combinações. A runa sozinha pode ter o poder de clarear idéias e auxiliar no entendimento de determinada questão, ou mesmo no auxílio da limpeza energético e mágica de pessoas, objetos e ambientes.
    Inguz - O Falo
    "Ing era primeiro visto por homens entre dinamarqueses do leste,
    Até que, seguido por sua charrete,
    Partiu ao oriente sobre as ondas.
    Assim aos ouvidos nomeou-se o herói."
    Palavras Chaves: gestação, processo de semear, aguardar, ganhar força para o futuro, preparação.
    Galdr de Inguz:
    "Fro Ing, Fro Ing, rei, herói, cuja imaginação termina com vitória sobre o inverno. Maçãs douradas para a insolente donzela dos gigantes e também anéis de ouro. Uma viagem pelo mundo atrás de seu amor traz vitória. Frey e Gerd casam-se no final. O amor e a paixão trazem a união desejada. Fertilidade e fecundidade devem ser cultivadas. Ingwar, Ingwar, Ingwar!"
    Ing é como fora conhecido Freyr entre algumas tribos vikings. Deus da fertilidade e da prosperidade, trazia abundância, paz e boas novas por onde passava puxado sobre sua charrete sagrada. A runa Ing traz a mensagem da abundância e da paz, do prazer da recompensa por serviços. Ela é o fruto da união, o fruto da colheita, o fruto da tanta espera. Possui uma conotação também sexual, indicando sentimentos de paixão ardente, desejo, volúpia e casamentos.
    Othila - A Herança
    "Uma propriedade é muito cara para cada homem,
    Se ele puder apreciar lá em sua casa
    Tudo o que é direito e apropriado na prosperidade constante."
    Palavras Chaves: linhagem, família, união, fraternidade, herança, dons, separação, ruptura, tradição.
    Galdr de Othila:
    "Odin, senhor do Od. Norns que mora na árvore dos antigos. Que o orlog seja bom. Herança com ouro. Que o Orthanc seja honroso. Rompe-se o ciclo e recomeça-se outro. Ordem para os nove mundos. Coragem em minha linhagem eu tenho e a rogo contra os Ogaefa. Dom para o conhecimento. Önd em minha alma. União contra o caos. O sangue de Odin flagelado e sacrificado é o resultado do esforço do sábio para seus filhos. Força e sabedoria em meu clã, é o Oeztr de Odin. Othila, Othila, Othila"
    A runa da ruptura. Ela representa a força da idade, a sabedoria e por isso têm relação com a palavra "herança". Sua mensagem é avisar sobre uma separação, uma ruptura para que haja uma evolução, uma melhoria. Talvez alguma coisa que esteja atrapalhando o crescimento pessoal de um indivíduo necessite da separação e por isso a runa têm o poder de unir e separar.
    Dagaz - O Dia
    "Dia, a luz gloriosa do criador, é emitido pelo senhor;
    É amado pelos homens, uma fonte de esperança e de alegria ao rico e ao pobre,
    E serve para todos."
    Palavras Chaves: esperança, mudanças, aprofundamentos, amanhecer, concretização de sonhos, final feliz, sorte, claridade.
    Galdr de Dagaz:
    "Dia de mudança, claridade no final, desenhos de luz. Odin, deus dos dizeres sábios. Daegr e Delling tragam o dia! Guinada da vida. Dísir determinem meu Orlog. Disciplina é virtude contra os males dos dokkálfar e seus dvergrsingr. Donnar traga tua tempestade em meu favor. Dragão da luz. Draupnir oferecido aos deuses. Um Dvergmál para os alfar. O dia afasta o caos de Dvolma. Mudança no amanhecer. Conquista desejada. Dagar, Dagar, Dagar!"
    A luz que chega com o amanhecer traz o dia e a esperança de um novo recomeço. É a promessa do final feliz, da reviravolta do destino em seu favor. O dia chega após a hora mais escura do anoitecer e agora rege novamente as tramas do tempo. Esta runa irá favorecer conquistas e mudanças. Ela avisa que é hora de mudar e que trocar as armas de combate é a solução para um final feliz.
    Eis um breve acolhimento sobre o que é e como funciona o Galdr.


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    “Minha gata é um beholder.
    Ela me olha sem parar.
    Se eu olhar para outra.
    Ela pode me desintegrar.

    Magno
    Dragão Dourado Ancião
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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Magno em Seg Ago 31, 2009 3:12 pm

    esses poemas são reais?
    tipo, algum historiador encontrou eles?

    Uncle Ork
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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Seg Ago 31, 2009 3:19 pm

    Sim foram traduzidos do original para o portugues por Vagner Cezar da Cruz, acho que eu tinha me esquecido de postar.

    Tenho muito mais, vou postar aos poucos.


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    Classe: Clérigo

    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Magno em Seg Ago 31, 2009 5:28 pm

    massa
    dos poemas dá pra tirar uma ideia mais verdadeira sobre o povo viking

    Uncle Ork
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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Ter Set 01, 2009 2:02 am

    sim dá sim, logo vou postar mais. Tem um de aceitação no clã. para mim ferve o sangue qndo leio, hehe muito massa mesmo.

    Edit:

    A Aceitação no Clã

    Juras te sagrar aos Aesires?
    Com honras e destrezas,
    Valentias, sem avarezas?
    Atravessará a ponte Arco-íris?

    Nesta terra fria e castigada,
    Eu te consagro aos Deuses Antigos!
    Protejo-te dos Thurses, vis inimigos!
    Conosco, tu estarás nessa caminhada!

    Abençôo-te pela espada e pelo martelo,
    Consagro-te pelo Chifre e Runa!
    Heilsa, que nossa lealdade nos una!
    Do alto, abaixo, do Fogo e do Gelo!

    Levanta-te irmão e pega teu corno! Agora é um de nós!
    Sirva-te já do Hidromel Sagrado!
    Um brinde aos deuses, aos mortos e a este teu agrado!
    Te assenta e te serve do banquete que é preparado para vós!

    Que seja inesquecível ao Clã este momento!
    Que o Excelso Pai te concedas glórias!
    Em nosso antro conceberás vitórias!
    Hoje e sempre, pois fizeste teu Juramento!


    Última edição por TiO OrK em Ter Set 01, 2009 5:10 am, editado 1 vez(es)


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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Ter Set 01, 2009 5:01 am

    Hárbardsjod

    O Discurso de Hárbard


    Thor voltava do leste, quando se deparou frente a um canal. Do outro lado do
    canal estava o barqueiro e sua barca. Thor falou:

    "Quem é o moço entre os moços na outra orla do canal?"

    Respondeu:

    "Quem é o homem entre os homens que me fala sobre as ondas?"

    Thor falou:

    "Cruza-me o canal, dar-lhe-ei um bom desjejum,
    carrego em minha cesta, pelas costas, o melhor dos almoços;
    Comi em minha casa, antes de marchar,
    Carne de boi e de cabra, e ainda estou satisfeito."

    O barqueiro falou:

    "Qual proeza adiantou-lhe tua comida elogiada;
    E és pouco adiantado:
    Triste está tua família, creio que tua mãe morreu."

    Thor falou:

    "Falastes agora o que de tudo parece
    ser o mais grave: que minha mãe está morta!"

    O barqueiro falou:

    "Claro, pois já vejo que necessitas três bens:
    levas as pernas nuas, roupas de maltrapilhos,
    nem calças parece que tinhas!"

    Thor falou:

    "Traz aqui teu barco! Te direi onde atracar.
    Mas, de quem é a barca que tens ai na terra?"

    O barqueiro falo:

    "Hildúlf se chama quem me mandou vigiar,
    o sagaz guerreiro que habita o Rádseysund;
    Disse-me que não deverão passar assaltantes nem maltrapilhos,
    Só aos bons e aos que conheça bem.
    Pois me diz teu nome se queres passar o canal."

    Thor falou:

    "Sim, e direi-lhe meu nome, embora me afronte,
    e a toda a minha família: sou o filho de Odin,
    irmão de Meili e pai de Mágni,
    rei poderoso dos deuses: com Thor estás falando.
    E agora eu que quero saber como te chamas!"

    O barqueiro falou:

    "Me chamo Hárbard, e não oculto meu nome."

    Thor falou:

    "Porque ocultar seu nome se não fizestes nada de mal?"

    Hárbard falou:

    "Aqui eu continuo, aqui te espero,
    não encontrarás ninguém mais forte desde a morte de Hrungnir."

    Thor falou:

    "Queres lembrar-me minha luta com Hrungnir,
    O gigante arrogante da cabeça de pedra?
    Pois o derrubei e lhe tirei a vida.
    Entretanto, que tu fazias, Hárbard?"

    Hárbard falou:

    "Estive com Fjölvar durante cinco invernos,
    na ilha que chama de Allgraen;
    Ali tivemos combates, e abatemos homens,
    Muito ousamos, e ao amor degustamos."

    Thor falou:

    "Como os trataram vossas mulheres?"

    Hárbard falou:

    "Seriam mulheres vivazes se tivesse sido dóceis,
    Seriam mulheres sábias se tivessem sido fiéis;
    Trançaram cabos com areia,
    E de vales profundos
    Escavaram prados.
    Só o meu juízo foi melhor que o delas,
    Conquistei sete irmãs,
    E tive amor e prazer com todas.
    Entretanto que tu fazias, Thor?"

    Thor falou:

    "Eu matei Thjálfi, o gigante algoz,
    e lancei os olhos do filho de Allvaldi
    até o céu claro;
    São as melhores provas de minhas proezas
    Pois todos os homens podem ver-las.
    Entretanto, que tu fazias, Hárbard?"

    Hárbard falou:

    "Muitos amores tive com feiticeiras,
    e eu as tirei de seus maridos;
    Um Troll feroz eu acredito que foi Hlébard,
    Deu-me o cajado mágico
    E arrebatei-lhe a razão."

    Thor falou:

    "Ao que me parece, um mau prêmio lhe deste por um bom presente."

    Hárbard falou:

    "Tinha ele o carvalho que de outros tirou;
    Cada um que se cuide de si,
    Entretanto, que tu fazias, Thor?"

    Thor falou:

    "Eu estava para o leste, combatendo gigantes,
    E pérfidas donzelas quando ia às montanhas;
    Muitos filhos teriam os Trolls se todos vivessem,
    Nenhum homem poderia viver em Midgard.
    Entretanto, que tu fazias, Hárbard?"

    Hárbard falou:

    "Eu estive em Valland livrando combates,
    incitando a lutar, nunca a fazer a paz;
    A Odin vão os nobres guerreiros caídos em combate,
    E a Thor somente os servos."

    Thor falou:

    "Então uma divisão injusta das pessoas farias ante os Aesir
    se tivesses poder para fazer-lo."

    Hárbard disse:

    "Thor é muito forte, mas não é valente;
    Por medo e covardia escondia-se na luva,
    E não parecia Thor.
    Não teve honra, cheio de medo
    De investigar nem enfrentar, por Fjalar te observar."

    Thor falou:

    "Hárbard maricas! enviar-te-ia à Helvete
    Se pudesse cruzar as águas."

    Hárbard falou:

    "Porque cruzar o canal se não temos um júri?
    Entretanto, que tu fazias, Thor?"

    Thor falou:

    "Eu estava para o leste, defendendo rios,
    quando me atacaram os filhos de Svárang.
    Arremessaram pedras: de poucos lhes serviu
    Pois em seguida rogaram-me pedindo a paz.
    Entretanto, que tu fazias, Hárbard?"

    Hárbard falou:

    "Eu estive para o leste, dormi com uma rapariga,
    branca como o linho, nós jogamos e tivemos encontros secretos:
    Gozei com a áurea donzela, a rapariga amava o prazer."

    Thor falou:

    "Então, bom fortúnio com mulheres tivestes."

    "Da tua ajuda tinha precisado, Thor,
    Para a vigília com a branca como linho."

    Thor falou:

    "Bem teria ajudado-te se ali eu estivesse."

    Hárbard falou:

    "E ti teria confiado, se não fosses tão falso."

    Thor falou:

    "Eu não mordo as iscas como um velho carregador na primavera."

    Hárbard falou:

    "Entretanto, que tu fazias, Thor?"

    Thor falou:

    "Donzelas guerreiras combati em Hlésey,
    Tinham feito o pior: dizimaram todo um povo."

    Hárbard falou:

    "Foi grande covardia, Thor, lutar contra mulheres."

    Thor falou:

    "Essas era mais lobas do que mulheres,
    destroçaram meu barco que havia encalhado,
    assustaram-me com um porrete,colocaram Thjálfi para fugir.
    Entretanto, que tu fazias, Hárbard?"

    Hárbard falou:

    "Eu estava com o exército que veio aqui;
    as bandeiras erguidas, lanças machadas de sangue."

    Thor falou:

    "Assim, diz que fostes tu que trouxeste-nos a discórdia?"

    Hárbard falou:

    "Ofereço-te em compensação um bom bracelete,
    como fariam os juízes querendo-nos reconciliar."

    Thor falou:

    "Aonde aprendeste tais palavras mordazes?
    Nunca tinha as ouvido com tamanho sarcasmo."

    Hárbard falou:

    "As aprendi com os homens antigos,
    que agora vivem nos bosques da terra."

    Thor falou:

    "Bom nome dás aos túmulos mortuários,
    ao chamá-los de bosques da terra."

    Hárbard falou:

    "Assim eu também acredito."

    Thor falou:

    "Esse escárnio te resultará mal
    caso decido-me por atravessar as ondas;
    mais forte que um lobo gritará, asseguro,
    se golpeio-te com meu martelo."

    Hárbard disse:

    "Sif possui um amante, vá a tua casa procurá-lo:
    poderás provar teu valor com uma coisa mais impressionante."

    Thor falou:

    "Dá gosto teu linguajar, dizes o que pode doer-me mais;
    É um covarde, e creio que mente."

    Hárbard falou:

    "Acredito que digo a verdade, se não tivesse atrasado tua viagem
    teria já chegado mais distante, Thor, se ainda tivesse posto outra cara."

    Thor falou:

    "Hárbard, maricas! Tu tens-me atrasado!"

    Hárbard falou:

    "Do Ásathor nunca pensei que poderia
    conter um barqueiro em sua viagem."

    Thor falou:

    "Te darei um bom conselho: traz aqui tua barca,
    deixamos de ameaças, acodes o pai de Mágni."

    Hárbard falou:

    "Atravessa o canal! Se nega-te o próximo passo."

    Thor falou:

    "Pois me mostra o caminho se não queres me atravessar ao mar."

    Hárbard falou:

    "Fácil é se negar: longe têm de viajar.
    Uma hora no campo, outro campo atravessa,
    Logo haverá um caminho à esquerda, até chegar à Verland,
    Lá encontrará Fjörgyn a seu filho Thor
    E lhe indicará os caminhos confiáveis até as terras de Odin."

    Thor falou:

    "Rápido será para achá-las, já que só com atalhos responde-me;
    pagarás por negar-me a viagem, se nos encontrarmos novamente."

    Hárbard falou:

    "Vai-te já e as pestes que te carreguem!"


    Obs.: Tradução e adaptação para o português por Vagner Cruz. Fonte nos
    Poemas Éddicos, a Hárbardsjód. Meus agradecimentos sinceros ao grupo O Troth
    e ao grupo do Antigo Caminho Gótico pelas referências e auxílio nas
    revisões. O poema continua passível de crítica e ou quaisqueres correções
    futuras. Este material poderá ser divulgado e repassado, total ou
    parcialmente, desde que citada a fonte. Que nossos trabalhos no
    reconstrutivismo do odinismo sirva de auxílio e inspiração para muitos,
    possibilitando a continuidade dos esforços.

    Copyright © por Vagner Cezar da Cruz - O Troth. Direitos Reservados.


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    Elemental
    Elemental


    Ficha do personagem
    Raça: Orc
    Classe: Clérigo

    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Ter Set 01, 2009 5:02 am

    Baldrsdräumar

    Os Sonhos de Baldr

    Reunidos estavam Aesir e Asynjor,
    Todos falavam; discutiam os Deuses,
    As nobres virtudes, porque teve Baldr
    Aqueles sonhos de grande horror.

    Alçou-se Odin, pai dos Deuses,
    Às traseiras de Sleipnir colocando a sela:
    Cavalga até Nifhel, encontra ali um cão
    Saindo do reino da horrível Hel.

    Sua frente estava vermelha de sangue
    Latindo por um longo momento o grande feiticeiro;
    Segue Odín a caminhada, a terra retumba,
    E chega depois à casa de Hel.

    Odín cavalga até as portas do oriente,
    Onde, ele o sabia, enterraram a völva;
    Usou sortilégios, recitou conjurações,
    Obrigou à morta que falou como cadáver:

    "Qual dos homens, a quem conheço,
    tem vindo a oprimir meu amargo caminho?
    Cobria-me o vento nevado, chicoteava-me a chuva,
    Congelava-me a geada; morta tenho estado."

    Vegtham me chamo, e meu pai é Veltham,
    Fala-me agora, eu faço-o na terra,
    De quem é o baú todo cheio de jóias?
    De quem é o assento coberto de ouro?"

    "Pronto já está para Baldr o hidromel,
    a alva bebida, sob um escudo;
    ansiosos esperam todos os deuses;
    Obrigada tenho falado, agora tenho de calar."

    "Não se cale, völva! Quero ainda perguntar,
    Até que tudo se chegue a saber;
    Quem um dia matará Baldr
    E ao filho de Odin a vida há de roubar?"

    "Hödr lançará ao muito nobre a tão famosa flecha;
    Pois ele a Baldr um dia matará
    E ao filho de Odin a vida há de roubar.
    Obrigada tenho falado, agora tenho de calar."

    "Não se cale, völva! Quero ainda perguntar,
    Até que tudo se chegue a saber;
    Quem, cheio de ódio, em Hödr lhe vingará,
    E ao assassino de Baldr levará a pira?"

    "Além do ocidente Rind incumbiu Vali,
    recém nascido, ao filho de Odin matar:
    não lavará suas mãos, nem penteará seus cabelos,
    antes de levar à pira o inimigo de Baldr.
    Obrigada tenho falado, agora tenho de calar."

    ""Não se cale, völva! Quero ainda perguntar,
    Até que tudo se chegue a saber;
    Quem são as donzelas que terão de lamuriar,
    E seus mantos do colo até o alto lançarão?"

    "Tu não és Veghtam como eu cheguei a pensar,
    mas tu és Odin, o velho sábio."

    "Tu não és a völva, nem uma mulher sábia,
    mas és a mãe de três gigantes."

    "Volta para a casa, Odin glorioso,
    E nunca mais voltará homem algum me perguntar,
    Até que já esteja livre Loki de seus nós,
    E o grande Ragnarök chegue a seu final!"


    Obs.: Tradução e adaptação para o português por Vagner Cruz. Fonte nos
    Poemas Éddicos, a Baldrsdraumar. Meus agradecimentos sinceros ao grupo O
    Troth e ao grupo do Antigo Caminho Gótico pelas referências e auxílio nas
    revisões. O poema continua passível de crítica e ou quaisqueres correções
    futuras. Este material poderá ser divulgado e repassado, total ou
    parcialmente, desde que citada a fonte. Que nossos trabalhos no
    reconstrutivismo do odinismo sirva de auxílio e inspiração para muitos,
    possibilitando a continuidade dos esforços.

    Copyright © por Vagner Cezar da Cruz - O Troth. Direitos Reservados.


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    Classe: Clérigo

    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Ter Set 01, 2009 5:08 am

    Alvísmál
    A Balada de Alvís

    (Alvís)

    "A cobrir
    os bancos comigo, a noiva
    irá a minha casa;
    apressado, o matrimônio talvez pareça a todos;
    não é necessário parar, em casa."

    (Thor)

    "Quem
    é esse homem? Porque é pálido seu nariz?
    Encostas-te entre os mortos?
    Todo um Troll parece-me que sejas,
    Não convém à noiva."

    (Alvís)

    "Alvís
    Chamo-me, abaixo da terra vivo,
    Abaixo de uma pedra é minha casa;
    O Senhor dos Carros vim visitar.
    Que ninguém quebre o voto!"

    (Thor)

    "Eu o terei
    de romper, pois da noiva
    como pai disponho;
    Pois não estava em casa quando se fez o voto,
    E só eu poderia fazer-lo."

    (Alvís)

    "Quem
    é este homem que afirma dispor
    da formosa donzela?
    Qual vagabundo, poucos te conhecem,
    Engendrou-te como seu herdeiro?"

    (Thor)

    "Vingthor
    Chamo-me - muito tenho viajado -
    Filho sou de Sídgrani;
    Sem meu consentimento não terás a virgem,
    Não conseguirás o matrimônio."

    (Alvís)

    "Teu consentimento,
    quero de imediato,
    para conseguir o matrimônio;
    Quero ter-la, não quero perde-la,
    A suave rapariga."

    (Thor)

    "O amor
    da virgem não te será,
    sábio hóspede, negado,
    se me disser como chama nos mundos
    o que quero saber."

    "Diz-me, Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam a terra, que se estende ante o homem,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Terra, dizem
    os homens; Campos, os Aesir;
    Caminhos, os Vanir;
    Sempre Verde, os Trolls; Férteis, os Elfos;
    Os mais altos, Argila."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam ao céu criador de tormentas
    em todos os mundos."

    (Alvís)
    "Céu dizem
    os homens; os Aesir, Luz Celeste,
    Fornalha dos Ventos, os Vanir;
    Mundo Superior, os Trolls; Teto Formoso, os Elfos;
    Salão de Chuvas, os Anões."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam a lua que vêem os homens
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Lua, dizem
    os homens; os deuses, Avermelhado;
    em Hel, Roda Giratória;
    Rápido, os Trolls; Brilhoso, os Anões,
    Os elfos, Marcador dos Anos."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam o sol que vêem os homens
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Sol, dizem
    os homens; os Deuses, Luminosa;
    os Anões, Amiga de Dvalin;
    Sempre Brilhante, os Trolls; Bela Roda, os Elfos;
    Toda Luz, os Aesir."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam a nuvem que se mescla às chuvas
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Nuvem, dizem
    os homens; os Deuses, Certeza de Chuva;
    Balsa dos Ventos, os Vanir;
    Crosta de Água, os Trolls; os Elfos, Força dos Ventos;
    Em Hel, Elmo da Invisibilidade."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam o vento que tão longe viaja
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Vento, dizem
    os homens; os Deuses, Vacilante;
    os Sagrados Seres, Suspirante;
    Envolvente, os Trolls; os Elfos, Ruidoso;
    E em Hel, Turbilhante."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam a calma, que existe no ar,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Calma, dizem
    os homens; os Deuses, Escorador;
    Ocaso dos Ventos, os Vanir;
    Tranqüilidade, os Trolls; os Elfos, Sossego do Dia;
    Repouso do Dia, os Anões."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam o mar, aonde remam,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Mar, dizem
    os homens; os Deuses, Sempre Pacífico;
    Ondas, os Vanir;
    Mundo das Enguias, os Trolls; os Elfos, Mantedor das Águas;
    Mar Profundo, os Anões."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam o fogo que arde ante os homens
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Fogo, dizem
    os homens; Chama, os Aesir;
    Movediço, os Vanir;
    Glutão, os Trolls; os Anões, Ardido;
    Veloz, em Hel."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam o bosque, que cresce ante os homens,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Bosque, dizem
    os homens; os Deuses, Cabeleira do Alto;
    Musgo do Monte, os humanos;
    Lenha, os Trolls; os Elfos, Ramo Formoso;
    Vareta, os Vanir."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam a noite, que Nör engendrou,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Noite, dizem
    os homens; os Deuses, Trevas;
    os Sagrados Seres, Máscara;
    Sombria, os Trolls; os Elfos, Prazer dos Sonhos;
    Deusa dos Sonhos, os Anões."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam o grão, que viram os homens,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Dizem Cevada
    os homens; os Deuses, Centeio;
    Planta, os Vanir;
    Comida, os Trolls; os Elfos, Suporte do Licor;
    E em Hel, Balançante."

    (Thor)

    "Diz-me Alvís
    - pois creio, anão, que sabeis
    os destinos de todos -
    como chamam a cerveja, que bebem os homens,
    em todos os mundos."

    (Alvís)

    "Cerveja, dizem
    os homens; Malte, os Aesir;
    Aguardente, os Vanir;
    Licor Puro, os Trolls; e em Hel, Hidromel;
    Festim, os filhos de Suttung."

    (Thor)

    "Em uma única
    caixa jamais tinha visto
    tanta antiga ciência;
    com grandes artimanhas eu tenho enganado-te;
    em pé estais, anão, de dia,
    brilha o sol nesta sala!"

    Obs.: Tradução e adaptação para o português por Vagner Cruz. Fonte nos
    Poemas Éddicos, o Alvísmál.


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    Dragão Dourado Ancião
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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Magno em Qua Set 02, 2009 3:22 pm

    show de bola.
    dexei até o serviço atrasar no trampo lendo a parada ^^

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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Qua Set 02, 2009 4:53 pm

    heheheh, logo vem mais.


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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Algoz em Qua Set 02, 2009 7:46 pm

    Muito doido estes Poemas Vikings.
    Ate o final de semana eu leio isso tudo assim eu espero...
    Vlw.


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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Andvari em Qui Set 03, 2009 3:31 am

    não querendo ser chato nem nada mas os primeiros poemas eram na verdade uma exemplificação das runas nórdicas...

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    Re: Poemas Vikings

    Mensagem por Uncle Ork em Qui Set 03, 2009 5:17 am

    praticamente. Estão na categoria de poemas. mas enfim, eles são doidinhos mesmo
    uhaauh


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